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Por que as pessoas estão optando cada vez mais pela cremação no país

A opção pela cremação.

01 de março

Por que as pessoas estão optando cada vez mais pela cremação no país?

Nos últimos anos, os serviços de cremação têm apresentado aumento pela procura, não apenas no Brasil, mas em caráter mundial

 

Até o final da década de 90 e início dos anos 2000, havia, no Brasil, somente três crematórios, sendo um público e dois privados. Posteriormente, em 2017, uma pesquisa revelou que já são cerca de 132 crematórios no país, um número que vem crescendo anualmente. É notável que a sociedade brasileira está optando cada vez mais pela despedida dos familiares por meio da cremação.

As razões pelo aumento da procura são variáveis. Muitos paradigmas sobre os custos da cremação estão mudando, bem como questões religiosas, ainda mais com a facilidade do acesso à informação disponível. Outro motivo é o fato de que as pessoas estão se conscientizando sobre os benefícios propiciados, tanto para a sociedade quanto ao meio ambiente. O corpo do ente querido, em estágio de putrefação e enterrado em jazigo não impermeabilizado, pode contaminar o solo e os lençóis freáticos, condicionando doenças como a febre tifóide, hepatite, meningite, poliomielite, tuberculose, dengue, câncer, entre outras.

O serviço de cremação também é mais prático que o enterro tradicional. No primeiro, o procedimento é realizado e as cinzas são entregues às famílias, podendo ser armazenadas em suas casas, em urnas cinerárias ou em lóculos ou columbários, que são grandes armários de madeira com portas de vidro e fechadura dentro do crematório. Nos casos de sepultamento tradicional, é necessária a manutenção periódica do jazigo (que pode ser locado ou adquirido) e, posteriormente, a exumação, que é a retirada dos restos mortais da sepultura.

Quebrando paradigmas

O rompimento ou a flexibilidade sobre o conservadorismo religioso reflete diretamente neste novo cenário que começa a se desenhar. Por muitos anos, a Igreja Católica proibiu que fossem feitas as cremações e o Brasil possui a maior parte de sua população de fiéis católicos. Segundo pesquisa elaborada pelo Datafolha, em 2020, 50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos e 10% afirmaram não ter religião específica. No entanto, em 1963, o Papa Paulo VI publicou a Instrução do Santo Ofício “Piam et Constantem”, autorizando a cremação, desde que essa vontade não fosse por negação aos princípios cristãos. Salvo exceções, a cremação também tem aceitação da maioria das religiões cristãs, desde que seja respeitada a especificidade de cada uma delas. No espiritismo, por exemplo, pede-se o prazo de 72 horas para cremar o corpo, pois eles acreditam que o espírito leve esse tempo para ser desencarnado.

Também se pensava que a cremação despendia altos custos, sendo restrita a famílias com grande poder aquisitivo. O que vem se descobrindo é que o serviço pode se tornar ainda mais econômico que as cerimônias de despedidas tradicionais, variando de acordo com a localidade e com preços tabelados. Após o processo, as cinzas podem ser espargidas - se for da vontade da família - ou armazenadas em urnas cinerárias, que dispõem de valores diferenciados, de acordo com o material que são produzidas.

Você sabe como a cremação acontece?

A cremação é uma técnica funerária que consiste em submeter o corpo a alta temperatura - aproximadamente 1000°C - em um forno desenvolvido para esse procedimento. Todo o processo dura entre 3 e 4 horas em fornos mais antigos podendo durar apenas 2 horas em equipamentos mais modernos, sendo a cremação propriamente dita realizada na câmara primária e os gases oriundos da incineração do corpo, tratados e requeimadas na chamada câmara secundária. Após a calcinação dos ossos, as cinzas são entregues à família. A cremação costuma ocorrer 24 horas após o óbito e, dependendo da escolha dos familiares ou por questões religiosas, em 72 horas após o falecimento. Antes da cremação também é permitida a realização de velório ou um cerimonial de despedida mais intimista, voltado para familiares e amigos próximos, sempre com as devidas homenagens e respeito ao ente querido.

Desde o início da pandemia, diversos estados emitiram recomendações locais para evitar o risco de contaminação durante o cortejo fúnebre de vítimas do novo coronavírus. Entre os cuidados recomendados pela Anvisa (Agência Nacional de Saúde), inclusive, está a preferência pela cremação.

Fonte: Portal Signum

 

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