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Precisamos falar sobre ansiedade e depressão

Recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que na última década o número de pessoas com depressão cresceu e, atualmente, quase 5% da população mundial convive com a doença e suas consequências no dia a dia.

04 de setembro

Estima-se que entre 20% e 25% da população teve, tem ou terá depressão, sendo essa a doença psiquiátrica com maior prevalência no Brasil.

O Brasil lidera a lista de países mais ansiosos do mundo e quase 10% dos brasileiros manifestam os sintomas, que se dividem entre os ataques de pânico, as fobias, os transtornos obsessivos compulsivos, o estresse pós-trauma e a ansiedade generalizada. O suicídio é a terceira principal causa externa de mortes no Brasil (atrás de acidentes e agressões), com 12,5 mil casos em 2017, segundo o Ministério da Saúde. Em relação ao ano anterior, o aumento foi de 16,8%.
 
Durante 2020, ano marcado pela pandemia do Coronavírus, o número de pessoas com essas mazelas deverá aumentar, especialmente em função de o isolamento social, o medo e a incerteza serem fomentadores para os sintomas de ansiedade e depressão. 
 
O médico psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (Apal) e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que depressão é uma doença como qualquer outra, como diabetes, hipertensão, pneumonia, sendo assim, pode acometer qualquer pessoa em qualquer idade. “Ninguém fala para uma pessoa com câncer deixar a doença de lado, mas há quem fale isso para quem sofre de depressão, o que é um erro”, completa.
 
Conheça alguns sinais de ansiedade:
- Dificuldade de concentração: bloqueios para iniciar e concluir tarefas simples, falta de foco, esquecimento recorrente são algumas características que afetam o rendimento pessoal ou profissional,
- Irritabilidade: estresse, impaciência, nervosismo em excesso são comuns no dia a dia das pessoas ansiosas,
- Dores musculares: tendinite e torcicolo, por exemplo, podem ser provocados ou agravados pela ansiedade, conhecidos como tensões emocionais,
- Movimentos repetitivos: não conseguir ficar parado, mexer as pernas ou roer as unhas podem ser sinais de ansiedade, 
- Distúrbios do sono: dificuldade para dormir, insônia e agitação noturna também são sinais clássicos da ansiedade.
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