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Por que a cremação ainda é um tabu em muitas cidades do Brasil?

De acordo com pesquisas, não é o preço que faz a cremação no Brasil ainda ser pouco popular, mas sim a cultura do sepultamento.

05 de outubro

Apesar de a cremação ser realizada desde o início da humanidade, até 1964 não era permitido que os católicos, maioria brasileira, fossem cremados.

Atualmente, cerca de 5% das pessoas que morrem no Brasil são cremadas. 
 
Dessa forma, é preciso desvendar o tabu de que cremar é mais caro do que enterrar, visto que os custos de manutenção do túmulo podem pesar no bolso, enquanto que com a cremação esses custos não existem após o processo.
 
Mateus Formolo, do Grupo L. Formolo, explica que o tabu da cremação existe em função da cultura e, consequentemente, o tamanho de cada cidade. “Em cidades maiores, como Caxias do Sul, por exemplo, verifica-se que existe uma abertura maior para essa opção, enquanto em cidades menores, a resistência ainda existe por questões culturais”, pontua.
 
Mateus acredita que a resistência ainda existe, mas que com o passar dos anos e das novas gerações o tabu dará lugar ao reverenciamento por meio dessa opção que normalmente conta com cerimoniais mais elaborados em ambientes diferenciados. “Percebemos que a visão de uma pessoa com 70 anos e de outra com 40 anos atualmente pode ser bastante diversa nesse quesito”, argumenta.
 
Desejo de ser cremado
E você sabia que o processo de cremação se inicia ainda em vida? Para as pessoas que já decidiram optar pelo serviço, é recomendável ir a uma empresa de planos funerários e preencher a declaração em vida, documento onde a pessoa expressa a sua vontade por escrito, com duas testemunhas, e que posteriormente é registrado como documento público em cartório.
 
Essa necessidade, deve-se ao fato de que a única legislação que trata do tema é a lei do registro civil 6015 em seu artigo 77 §2º onde consta “A cremação de cadáver somente será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da saúde pública e se o atestado de óbito houver sido firmado por 2 (dois) médicos ou por 1 (um) médico legista e, no caso de morte violenta, depois de autorizada pela autoridade judiciária.” 
 
No AssistPrev ou em uma unidade de atendimento do Grupo L. Formolo você encontra esse documento e poder tirar todas as suas dúvidas sobre o processo.
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