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Como construir resiliência na pandemia?

Como construir resiliência na pandemia?

06 de abril

Como construir resiliência na pandemia?


        Ansiedade. Noites mal dormidas. Estresse. Sensação de nunca mais conseguir andar tranquilamente nas ruas. Impaciência. Atire o primeiro frasquinho de álcool em gel aquele que não está com o humor e as emoções abaladas. A boa notícia é que a ciência vem demonstrando que pessoas com uma característica específica têm capacidade para enfrentar muito melhor esse momento desafiador de pandemia. É a tal da resiliência, que significa “voltar atrás”.  

 

Capacidade de “aguentar o tranco”

O indivíduo resiliente é capaz de entender a complexidade de uma situação e colocá-la sob perspectiva, dentro do contexto atual e a longo prazo, podendo adaptar-se a situações novas, mesmo que não sejam as que ele esperava. Não nascemos resilientes; é uma característica que pode ser construída aos poucos e tem a ver com autocompaixão, criatividade, otimismo e bem-estar.

Com base em evidências científicas, traçamos um caminho para conquistá-la. Vai depender da maneira como você se conecta às outras pessoas e a si mesmo.

 

*Não se cobre

É importante entendermos que nos sentirmos tristes ou exaustos é normal.  Seres humanos são sociáveis por natureza – em épocas de desafios como a que vivemos, essa necessidade de conexão é ainda maior. Na condição de isolamento social, estamos contrariando nossos próprios instintos. Portanto, faz parte nos permitir pensar sobre nossas tristezas e frustrações e, claro, sobre nossas expectativas, porque é sempre bom lembrar, em algum momento, isso vai passar.

 

*Amigos e parentes

Nossa rede social é uma importante “sala de descompressão”. E não é porque não devemos nos aglomerar que isso não possa ser feito. Não é o momento (ainda) de marcar um churrasco ou visitar amigos e familiares, mas os aplicativos de videoconferência dão conta do recado – e já nos acostumamos a eles, não é verdade?! Um paper publicado no International Journal of Nursing Studies mostrou que quando enfermeiros davam uma pausa no trabalho para socializar com os colegas, seus níveis de estresse diminuíam e era mais provável que continuassem trabalhando. Cerque-se (mesmo que virtualmente) das pessoas que mais fazem bem a você. E veja o que elas são capazes de ensinar, como formas diferentes de enxergar determinadas situações.

 

*Cultive otimismo

Cultivar o pensamento positivo e o otimismo fazem maravilhas para nossa mente! Especialistas dizem que precisamos encontrar motivos para nos sentirmos felizes e gratos. Nem que seja por termos condições de assistir à série preferida na TV. Outra atitude importante: rir! A risada tem o poder de diminuir os hormônios que provocam estresse e turbinar nosso sistema imunológico. O humor nos conecta a outras pessoas e nos mantém concentrado e alerta, além de ajudar a liberar a raiva e perdoar mais rápido.

 

*Doe, principalmente o seu tempo

A pandemia afetou os rendimentos das famílias brasileiras. Quem perdeu o emprego ou o sustento não tem como colocar comida na mesa, mas quem tem condições, pode – e deve – doar alimentos ou cestas básicas. Atitudes altruístas também aumentam nossas redes de conexão e nos encorajam a sermos mais ativos. Comportamentos generosos nos dão mais senso de propósito e significado em nossas vidas.

 

*Mexa-se

 A atividade física regular faz bem à saúde, alivia o estresse e traz sensação de prazer e bem-estar. Se for feita em contato com a natureza, tanto melhor. Vivemos tempos estranhos e não devemos nos aglomerar em praias ou parques, mas é possível frequentar locais sem colocar nossa saúde em risco. Outra atividade que produz inúmeros benefícios físicos e mentais é a meditação, pois relaxa, baixa a pressão arterial, a frequência cardíaca e respiratória.

 

*Aprenda a “transformar limões em limonadas”

Mesmo quem se considera pessimista pode treinar o cérebro para criar novas sinapses. Tente ver vantagens sobre um acontecimento, por exemplo: você anda cansado de trabalhar em casa, pense que tem motivos para ficar feliz porque tem um trabalho. Está impaciente ao ouvir as crianças gritarem pelo corredor, alegre-se por elas estarem saudáveis e se divertindo. Outras atitudes que ajudam a sermos mais positivos é estabelecer metas possíveis. Assim, somos capazes de avaliar nosso progresso. Sem esquecer, claro, as benesses de praticar pequenos gestos de bondade com as pessoas, quaisquer que sejam. Dar um simples “bom dia” para quem cruzar seu caminho! Como dizia o poeta (ou o profeta), “gentileza gera gentileza”.


Fonte: Portal Serviços para Qualidade de Vida

 

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