Cremação

História

Surgimento e crença

O hábito da cremação é milenar, surgiu na Idade da Pedra em grande parte da Europa. Foi praticado no início do Cristianismo e durante muito tempo era esse o costume que prevalecia entre as civilizações. Entre elas, exceto Egito, onde praticavam a mumificação; Judéia, onde enterravam os corpos em tumbas; e na China, que realizavam sepultamentos em terra.

O fogo, muito tempo antes da Era Cristã, era considerado um deus. A crença na cremação aumentou a partir do poder que o elemento fogo representava. Acreditavam no seu poder de purificação, na proteção que exercia sobre o corpo contra maus espíritos e até mesmo mutilações que aconteciam por inimigos nos campos de batalhas durante guerras e conflitos.

A cremação era um ritual sagrado, proibido aos suicidas; crianças que ainda não possuiam dentição e pessoas atingidas por relâmpagos, porque tinham a convicção de que esses contaminariam o fogo. Em países nórticos, acreditavam que a cremação era um ritual exclusivo para líderes e chefes de comando.

Como um ritual

No início, o ato da cremação consistia em um feixe de madeira, sobre o qual o corpo ficava suspenso sobre as chamas de uma pira- nome usado pelos antigos para designar a fogueira que incinerava os corpos.

Porém, com o passar do tempo, as técnicas de cremação começaram a ficar mais sofisticadas e elaboradas a partir da classe social da pessoa ou simplesmente para que o corpo fosse reduzido por completo.

Crescimento

Na Inglaterra, por volta dos anos 70, já se registravam cerca de 300 mil cremações anuais, representando quase que a metade do total das mortes ocorridas e o número de crematórios chegava perto de 190.

A expansão da idéia de cremação pelo mundo teve significativas proporções, principalmente na Suécia, Noruega, Dinamarca, Islândia e Finlândia (países escandinavos) e em vários países da Europa, os crematórios são instalados nas áreas mais densamente povoadas e tem, cada vez mais, aumentado o número de cremações.

E, nos Estados Unidos, de acordo com uma amostragem apresentada pela Associação de Cremação da América, próximo à segunda metade do século XX, já havia mais de 230 crematórios em operação, de um extremo a outro do país, observando-se que, apenas no ano de 1970, foram realizadas mais de 88 mil cremações.

Religião

Surgem sempre muitas dúvidas quando o assunto cremação é posto diante da religião. A maioria das religiões aceita a prática da cremação. O catolicismo faz parte dessa maioria, tanto que o Vaticano a reconheceu como prática de sepultamento em 1963, em documento oficial na Instituição do Escritório Sagrado e atualmente o ritual de despedida inclui a cremação.

Com exceção do Judaísmo Ortodoxo (aceita pelo Reformado e Conservador, porém não o praticam normalmente) e do Islamismo. Quanto ao Budismo, alguns acreditam que o próprio Buda foi cremado, adotando-se dessa forma como o próprio exemplo.

 

Voltar